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Após o sucesso de inscrições para o Curso Técnico de Vistoria de Contêiner, o Centro de Atividades Educacionais e Comunitárias (CAEC) João Paulo II iniciou, na última semana, mais cinco cursos gratuitos, que podem possibilitar aos alunos uma nova opção para ter uma renda extra com o novo ofício.
Com esse objetivo, mais de 50 alunos – boa parte desempregada ou em busca do primeiro emprego – já estão aprendendo sobre laminação, marcenaria, massagem, maquiagem e etiqueta no ambiente de trabalho.
Os cursos têm duração variada e os interessados em ingressar em futuras turmas devem ficar atentos, pois a divulgação sobre a abertura de novos grupos acontecerá no próprio CAEC, localizado à Rua Engenheiro Silvio Fernandes Lopes, 281, Pae Cará, em Vicente de Carvalho.
Laminação – Com aulas às quartas e sextas-feiras, das 19 às 22 horas, o curso de laminação terá duração de três meses. O aprendizado permite que o aluno seja habilitado na função de ajudante ou meio oficial, abrindo uma oportunidade de trabalho no reparo de pequenas embarcações.
De acordo com o professor Fagner Neves da Silva, esse é um dos primeiros, senão o único curso gratuito do Município. Os estudantes, em geral homens, terão aulas práticas, onde aprenderão a manusear corretamente as ferramentas e, após a conclusão, poderão disputar vagas no mercado, com salários entre R$ 600,00 e R$ 700,00.
Marcenaria – Uma tradição passada de geração em geração na família do marceneiro Alexandrino Carlos de Lima, agora será ensinada aos interessados em aprender um pouco mais sobre marcenaria. O professor, conhecido como Sandro, explica que a intenção é que os alunos aprendam o ofício, obtendo qualificação para produção de qualquer tipo de móvel.
Sandro estuda a possibilidade de promover uma pequena exposição do material produzido em aula. Para tanto, os alunos serão divididos em grupos, que ficarão responsáveis pela montagem dos móveis. “O curso está começando agora, mas acredito que poderemos realizar esse trabalho em maio”, diz.
O curso de marcenaria acontece todas as terças e quintas, das 19 às 22 horas, e tem duração de um ano. O professor comenta que, apesar de haver grandes lojas comercializando móveis, o trabalho do marceneiro ainda é muito requisitado e que um bom profissional pode ganhar até R$ 2.000,00 por projeto.
Etiqueta no trabalho – Imagine uma recepcionista de uma empresa, atendendo você pessoalmente ou ao telefone, utilizando gírias, gesticulando muito ou falando alto. Essa é uma situação que muitas pessoas já vivenciaram e que transmite uma má impressão do ambiente de trabalho. Porém, para evitar transtornos como esse, a professora Andréa Regina Silva promete uma boa dose de etiqueta, às terças e quintas-feiras, das 14 às 15 horas.
“A recepcionista, geralmente, é o cartão de visita da empresa e, como dizem, a primeira impressão é que a fica. Então, se você se depara com uma pessoa agindo dessa forma, pode formar uma imagem equivocada da empresa”, argumenta Andréa. E a dica não vale só para quem já está no mercado de trabalho.
Para quem está à procura de emprego, ser educado e polido pode ser um ponto positivo, na hora de concorrer a uma oportunidade no mercado de trabalho. “Não basta só ter um bom currículo. A pessoa precisa saber se portar em público. As mulheres, principalmente, precisam tomar cuidado com decotes e saias curtas. Tudo isso conta”, afirma a professora.
Maquiagem – Há 20 anos no mercado – dois deles ministrando o curso de cabeleireira, manicure, pedicure e unhas artísticas no João Paulo II –, a professora Leninha dos Santos Barbosa cedeu ao “assédio” do coordenador do CAEC, que insistia para que ela ministrasse aulas de maquiagem. O convite foi aceito e a primeira turma, formada por alunas do curso de cabeleireira, teve início.
Leninha explica que o curso é importante pela complexidade que existe na hora de se maquiar. “É preciso conhecer cada tipo de pele e a maquiagem adequada para cada ocasião. Além disso, há outras atenuantes como o horário, porque há uma maquiagem diferente para cada período do dia”, comenta.
As aulas acontecem somente às quintas-feiras, das 9 às 11 horas. Leninha explica que, como o curso é experimental, deverá ter, em média, dois meses. As alunas podem atuar fixamente em um salão de beleza ou criar uma clientela própria, atendendo em domicílio. Dessa forma, a professora garante que, dependendo da ocasião, é possível cobrar até R$ 50,00.
Massagem – Outro serviço que, após concluir o curso, os alunos poderão realizar em domicílio é o de massagista. Essa é garantia do professor Marcos Bueno, que promete ensinar diferentes técnicas de relaxamento, todas as segundas-feiras, das 19 às 21 horas, durante os próximos meses.
A duração do curso vai depender da capacidade dos alunos em aprender as técnicas, o que, segundo o professor, deve acontecer em quatro ou seis meses. Bueno alerta: “Muitas pessoas acham que massagem é algo que não requer estudos. Essa é uma imagem equivocada do trabalho e que pode trazer riscos à saúde”.
Ele explica que é preciso ter noções de anatomia e quais os melhores tipos de massagem para cada problema. “Além disso, o respeito com os clientes é fundamental para realizar esse trabalho e se tornar um profissional requisitado. Tudo isso será aprendido nas aulas”, afirma Bueno.
Para se inscrever em qualquer um dos cursos citados, os interessados devem levar uma foto 3x4 e cópia de um documento de identificação (RG) e do comprovante de residência. Se a pessoa já for aluna e tiver cadastro no CAEC, basta apenas registrar o interesse na secretaria da unidade. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (13) 3352-5729.
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