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Sexta-Feira, 01 de Junho de 2007 - 18:08

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Santos

Prefeitura de Santos elimina fila de espera para cirurgia de catarata

Por: Depto. Imprensa - Prefeitura Municipal de Santos

Um problema antigo, que já se arrastava desde 2004 e representava um gargalo na saúde pública de Santos, foi solucionado por meio de parceria com a Santa Casa de Misericórdia. Em quatro mutirões, promovidos de janeiro a abril, foram atendidas cerca de 800 pessoas e realizadas 424 cirurgias de catarata.

Ao todo, mais de mil pessoas foram encaminhadas para o Ambulatório de Catarata. Quem ainda não foi operado, está em processo de avaliação, já que é preciso fazer uma bateria de exames pré-operatórios para ter o sinal verde do oftalmologista e do anestesista. “Foi um esforço concentrado da equipe do doutor (João) Grottone, da Santa Casa, para atender o nosso pedido e zerar a fila de espera”, destaca a coordenadora de Regulação do Sistema da Secretaria de Saúde, Ieda Goldenberg, referindo-se ao responsável pelo setor de oftalmologia do hospital.

Os casos diagnosticados pelo Ambulatório de Especialidades (Ambesp) da Prefeitura e também pelo Ambulatório de Urgência e Emergência da Santa Casa são encaminhados à Central de Vagas, para autorização da cirurgia. Com a liberação, começa o acompanhamento no Ambulatório de Catarata. Goldenberg lembra que o atendimento é restrito aos munícipes, mas, por estarem na lista de espera há algum tempo, quase 300 pacientes de outras Cidades da Baixada tiveram agendamentos autorizados. Destes, 91 já foram operados.

A catarata é a opacificação do cristalino, que funciona como uma lente natural do olho. A doença progride lentamente e pode levar à cegueira, mas é reversível com a cirurgia, que devolve aos usuários, na maioria idosos, qualidade de vida, auto-estima e, principalmente, autonomia.

A motorista aposentada Iracema Borges dos Santos, de 65 anos, fez a cirurgia no olho direito no último dia 21. Ainda não voltou a enxergar, mas sabe que dentro de cerca de um mês estará recuperada. Eu já havia operado a vista esquerda e sei como é que tudo funciona; em breve vou poder voltar à vida normal”, destaca ela que por conta da perda da visão teve que largar hábitos do dia a dia, como bordar e costurar.

Para ela, a grande vantagem da cirurgia por meio de mutirão, foi o fato de não pagar. A primeira operação foi realizada com cobertura de plano de saúde, mas como ela não dispõe mais do benefício, não teria como pagar. “Se eu não fizesse a cirurgia de graça aqui em Santos, teria que entrar na fila em um hospital de São Paulo”, afirma.


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