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Técnicos do IBAMA – Instituto Brasileiro de Recursos Renováveis estiveram nesta terça-feira, 27 em Caraguatatuba, onde fizeram uma capacitação com cerca de 30 pessoas, que serão multiplicadores do “Dia C contra o Caramujo”. O primeiro dia de catação do molúsculo acontecerá no dia 28 de abril, no Rio do Ouro. A iniciativa é da Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde.
Estiveram presentes na capacitação o prefeito José Pereira de Aguilar, o Secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Auracy Mansano Filho, o Vereador, Francisco Carlos Marcelino, o Carlinhos da Farmácia, a Comissão Municipal de Controle do Caramujo, que tem como membros representantes das Secretarias de Saúde, por meio do CCZ – Centro de Controle de Zoonoses e Vigilância Sanitária; Serviços Públicos, Meio Ambiente; Assessoria de Comunicação Social, com apoio do IBAMA.
Durante o encontro, os técnicos fizeram uma dinâmica para saber o conhecimento dos multiplicadores em relação ao caramujo (Achatina fulica). Os participantes aprenderam sobre o plano de ação para manejo do molúsculo e como a espécie se reproduz. “O Caramujo africano é um molúsculo muito rápido e pode colocar até cerca de 400 ovos a cada reprodução”, disse a técnica Ana Karina.
A palestrante informou ainda que o caramujo é de espécie exótica invasora, assim como a Dengue, o mexilhão dourado, o javali, o pardal entre outros, e veio para o Brasil em 1988 introduzido no Paraná para substituir o escargot. “Para acabar com a criação do molusco, foi criada a Lei Estadual 11.756 de 1º de julho de 2004 que proíbe a criação, comercialização emanipulação do Achatina fulica (Caramujo) no estado e ainda autoriza as prefeituras a implantar um plano de ação e campanhas para coleta e destruição dos moluscos o IBAMA também criou a Instrução Normativa 73 de 18 de agosto de 2005 proibindo a criação do animal.”
De acordo com Ana Karina, os produtores vendiam a matriz e o pacote técnico do molusco, que chegou ao Brasil sem autorização de órgãos responsáveis, e incentivava os compradores a montarem cooperativas. “O IBAMA teve informação que existiam cooperativas com até 100 cooperados. Para comercializar os produtos, os criadores não fizeram pesquisa de mercado e não conseguiram compradores para as suas carnes e se viram obrigados a desfazer-se dos caramujos e jogaram vivos nos rios, lixos. Outros estados adquiriram os produtos e o molusco se proliferou por 23 estados e também no Distrito Federal”, completou a palestrante.
Vindas do leste e nordeste da África, as ocorrências mais problemáticas aconteceram em 1939 no Hawai levados com os japoneses nas armas de guerra, durante a segunda Guerra Mundial. Em 1945 o caramujo se espalhou para a Califórnia e chegou na Flórida na década de 1970. A técnica afirmou que o Brasil tem um clima propício para sua criação e são espécies que comem todos os tipos de plantas.
- Danos à saúde:
O Caramujo gigante africano é hospedeiro de dois germes. O Angiostrongilíase meningoencefálica humana, (Angiostrongylos cantonensis) que tem como sintomas dor de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso. Essa parasitose tem causado problemas principalmente na Ásia e ilhas do Pacífico.
Recentemente foram registrados alguns focos no continente americano - Porto Rico, Cuba e outras ilhas do Caribe e a Angiostrongilíase abdominal (Angiostrongylos costaricensis) que pode resultar em perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal. Tem como sintomas: dor abdominal, febre prolongada, anorexia e vômitos.
Já foram detectados casos nas Américas, entretanto, essa doença não costuma ser grave. A letalidade é baixa e passa na maior parte das vezes despercebida. No Brasil ainda não foi detectado nenhum caso das doenças.
- Os cuidados com o caramujo:
Os caramujos deverão ser coletados com luvas e colocados em sacos plásticos, que deverão ser depositados nos latões da campanha, devidamente identificados, espalhados pela cidade. Não devem ser colocados no lixo, pois os ovos serão transferidos para outros lugares, nem enterrados, pois eles sobrevivem. Deve-se lavar bem as mãos após manusear estes animais. Não se use substâncias químicas tóxicas, pois afetará outros organismos e as águas subterrâneas.
Não use sal para matá-los, com o tempo poderá salinizar o solo ou lençol freático. Só pegue o caramujo se estiver com luvas ou com um saco plástico envolvendo as mãos. Assim, ele não transmite doenças. Não fume, beba água ou ingira alimentos com as luvas. Tire-as e lave as mãos para depois se alimentar. Mantenha seu terreno limpo, livre de acúmulos de telhas, tijolos, tábuas, folhas e outros materiais, pois eles servem de abrigo para o caramujo.
Faça vistorias freqüentes no seu quintal para encontrar e eliminar os animais. Em dias de chuva, eles podem ser facilmente vistos subindo em muros e paredes. Não abandone ao ar livre as conchas do caramujo sem destruí-las, elas poderão servir como criadouros naturais para o mosquito transmissor da dengue.
Compare Preços:
Caramujo, Molúsculo, Carne, Mercado, Planta.

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