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A reunião sobre controle da dengue na faixa do Porto e Retroporto, realizada na tarde de ontem (quarta – 13), no Salão Nobre do Paço Municipal, com representantes da Codesp, Sucen, Anvisa, permissionários do Porto e associações portuárias, foi considerada bastante produtiva pela Prefeitura. “Esta reunião é mais um passo na luta, que não apenas Santos, mas todo o país vem travando contra o avanço da dengue”, destacou o prefeito João Paulo Tavares Papa.
Para o secretário de Assuntos Portuários, Sérgio Aquino, só a presença dos representantes das entidades já demonstrou “a preocupação dessas empresas com o bem-estar da comunidade”.
Além do prefeito e do secretário de Assuntos Portuários, também participaram do encontro o secretário de Saúde, Odílio Rodrigues Filho, o diretor de infra-estrutura da Codesp, Arnaldo Barreto, e o diretor comercial e de desenvolvimento, Fabrizio Pierdomenico, além da diretora da Sucen, Márcia Rahabani Elias, entre outras autoridades.
A platéia, que lotou o Salão Nobre, assistiu a imagens feitas de helicóptero, especialmente contratado pela Secretaria de Saúde, em pontos críticos do Porto e do Retroporto. O filme mostrou acúmulo de água em contêineres, pátios com sucata e materiais de construção, como grandes canaletas de drenagem expostas a céu aberto.
“O filme é uma importante ferramenta para as ações que a Prefeitura está desenvolvendo no controle da doença”, ressaltou o prefeito. “A dengue vai voltar em janeiro e a situação é preocupante”, alertou Rodrigues Filho, ressaltando a velocidade de reprodução e de adaptação do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue.
Após a exibição das imagens, o secretário de Saúde fez uma retrospectiva do histórico da doença, mostrou números, índices, falou das medidas de prevenção adotadas e apresentou propostas de mobilização. Justificou a reunião pela grande incidência da doença em bairros próximos à faixa portuária.
Explicou que quando se analisa os números absolutos, os bairros com grande densidade populacional e maior verticalização, como Aparecida, Embaré e Ponta da Praia, apresentam maior número de casos, mas quando é levado em conta o coeficiente de incidência — cálculo feito com base no número de habitantes do local — bairros menores, como Valongo e Alemoa, tem números preocupantes.
Após assistir às imagens, produzidas em meados de junho, Pierdomenico garantiu que muitas das situações retratadas já foram corrigidas e outras ações estão sendo implementadas. “Temos oito milhões de metros quadrados para tomar conta, incluindo os municípios de Santos e Guarujá, o que dificulta o trabalho. Temos um núcleo de controle da dengue, com cinqüenta empregados, e as parcerias de treinamento e cursos, estabelecidas com a Prefeitura e a Sucen, têm sido produtivas”, garantiu.
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