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Chegou a 339 o número de famílias beneficiadas pela Lei de Locação Social, criada pela Prefeitura de Guarujá, para atender famílias retiradas de área de risco ou de preservação.
Vinte e sete famílias da Favela do Caranguejo, cadastradas pela Secretaria da Ação Social, passaram a fazer parte da lista de beneficiados. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (9), por meio do decreto nº 7. 886.
Os moradores, que estão sendo retirados aos poucos do local, serão incluídos em programas habitacionais. Enquanto isso, as famílias recebem, mensalmente, R$ 200,00 para o pagamento de aluguel.
As antigas moradias serão demolidas, por se tratar de habitações construídas em área de preservação ambiental permanente. Além das 27 famílias, outras 19 da Favela do Caranguejo, já foram beneficiadas pelo sistema de Locação Social.
Segundo a supervisora da Diretoria de Proteção de Direitos, Rejane Saviello da Costa, o pagamento do benefício é efetuado diretamente à representante da família, no caso, a esposa. Se for homem, o mesmo tem que ser viúvo ou o único responsável pelos filhos.
Respeito – Com a criação da Lei de Locação, a atual Administração demonstra que tem como objetivo principal, valorizar e dignificar as condições de vida da população carente.
“Antes, morava em uma casa de madeira, em cima do mangue. Agora, moro em uma casa de alvenaria e, de lá, sairei para um lugar melhor ainda. Parece um sonho”, disse a ex-moradora da Favela do Marinheiro, Juliana Viana da Silva.
Além dos moradores das favelas do Caranguejo e Marinheiro, famílias das comunidades da Vila Baiana, Cachoeira, Ponte do Rio Santo Amaro, Aldeia da Avenida dos Caiçaras e Campo do Rubro Negro também foram inseridas no Programa de Locação Social (ver relação).
Miriam Lima dos Santos, ex-moradora da Favela do Marinheiro, lembrou que, graças ao pagamento do benefício, passou a levar uma vida melhor, enquanto aguarda a tão sonhada casa própria. “Agora, na casa alugada com o dinheiro da locação, temos esgoto, água encanada, rua pavimentada e uma casa de alvenaria. Aquilo não é lugar pra gente morar e sim para bichos”, finalizou a ex-moradora da ponte do Rio Santo Amaro, Sônia Maria da Silva, ressaltando a importância da iniciativa.
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