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Atender crianças e adolescentes em situação especial e orientar seus familiares são os objetivos do Projeto Crescer, da Secretaria de Saúde de Caraguatatuba. Os atendimentos acontecem em diversas áreas e visam integrar os participantes à sociedade.
As pessoas são atendidas por equipe interdisciplinar. São crianças, com idade entre zero e 12 anos incompletos; adolescentes, com idade entre 12 e 18 anos, e seus familiares – o trabalho tem enfoque em saúde mental.
As pessoas encaminhadas para o projeto recebem orientação de Assistentes Sociais e estagiários da área, e atendimentos de pediatria, psicologia, psiquiatria, terapia ocupacional e pedagogia.
De acordo com a coordenadora do projeto, Stela Márcia Bueno, as crianças e adolescentes são encaminhadas pelo Poder Judiciário, Conselho Tutelar, Serviços de Saúde pública e privada; escolas municipais e estaduais, entidades filantrópicas, entre outros.
“Geralmente as pessoas encaminhadas apresentam algum problema como, por exemplo, dificuldade na aprendizagem, na educação, negligência, problemas familiares, dependência química, entre outros. Os pais que detectarem alguma anormalidade no comportamento do filho também podem fazer o encaminhamento ao nosso setor, na Saúde, para que possamos buscar a ajuda necessária”, disse.
Após encaminhada para o projeto, a criança ou o adolescente será ouvido por um dos profissionais, que em seguida fará uma reunião de avaliação com a equipe técnica, composta por Psicólogo, Assistente Social, Pedagoga, Terapeuta Ocupacional, médicos Psiquiatra e Pediatra para fazer um estudo de caso, visando detectar o problema e assim encaminhá-lo ao profissional adequado.
As pessoas encaminhadas são atendidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, com horário marcado. “A proposta de atendimento do Projeto Crescer é de 39% das crianças e adolescentes do município”, acrescentou a coordenadora.
Já foram feitos cerca de 199 atendimentos. Entre eles 134 prontuários estão abertos - os participantes já receberam consultas e atendimentos individuais. Além disso, 47 estão em fila de espera e 18 prontuários foram arquivados, pois os usuários desistiram, mudaram da cidade e outros, que precisavam apenas de orientações, já receberam a ajuda necessária.
Stela acrescentou que a família é primordial para a recuperação da criança ou adolescente. “Também atendemos os familiares com orientação individual, pois os pais são a base para a recuperação dos filhos”, finalizou.
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