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Com a participação de mais de 700 voluntários, o Dia Mundial de Limpeza das Praias e Rios foi realizado com sucesso em Guarujá. Os participantes visitaram oito praias da Cidade, além do Rio do Meio, na Vila Lígia, promovendo uma aula a céu aberto de conscientização ecológica e voluntariado.
No entanto, apesar do maior número de voluntários — em 2005, cerca de 600 pessoas participaram — estima-se uma redução no volume de lixo recolhido. De acordo com a organizadora do evento, a coordenadora da ONG Amigos do Meio Ambiente (AMA), Heloísa Prado Pinto, a redução se deve as condições do tempo nos últimos 20 dias. Com as constantes altas da maré, as praias foram literalmente “varridas” e muito lixo deve ter ido para o mar.
“A redução só não será menor, porque o trabalho no Rio do Meio superou as expectativas, o que é um mau sinal. Encontramos tanto lixo no local, que estamos verificando a possibilidade de marcarmos uma nova atividade, semelhante a esta, somente para limparmos o rio. O que deve acontecer em novembro”, salientou Heloísa.
A faxina foi realizada das 9 às 13 horas, nas praias das Astúrias, Guaiúba, Tombo, Pitangueiras, Enseada, Pernambuco, Perequê e Prainha Branca, além do Rio do Meio. No mesmo dia, com apoio dos voluntários da Casa do Menor, foi promovida uma limpeza da trilha do Morro do Pitiu.
Voluntários — Na Praia de Pitangueiras, a ação contou com o apoio de um grupo composto por mais de 40 jovens do Grupo de Escotismo Lobo Guará e do Dom Domenico. De acordo com a professora de Ciências e Biologia da instituição, Cristiane Brovini, o trabalho foi excelente porque educa tanto as pessoas que freqüentam as praias, como os menores, que aprendem na prática o que não devem fazer.
“É um trabalho importante, porque as crianças aprendem a se conscientizar sobre a limpeza das praias, enquanto os adultos, que às vezes jogam bitucas de cigarro na areia, ficam constrangidos de jogar lixo no chão e ver as crianças recolhendo, acabando por colabor com o trabalho”, resumiu a professora, responsável pelos alunos que participavam da atividade.
Sempre ligado com questões relacionadas ao Meio Ambiente, os escoteiros do grupo Lobo Guará também estavam satisfeitos em participar da atividade. Segundo um dos coordenadores do grupo que participou da limpeza, Valmir Pereira Leal, apesar do pouco tempo de formação, a conscientização ambiental esteve sempre presente nas atividades dos jovens.
Leal conta que atividades como o Dia Mundial de Limpeza ajudam a sociabilizar as crianças sobre os cuidados com o Meio Ambiente, sem degradá-lo. Todo o material recolhido durante a ação, em geral, bitucas de cigarro, latas de alumínio e pedaços de vidro, são catalogados para que seja produzido um relatório sobre todo o lixo recolhido.
Um exemplo da importância deste trabalho é verificar o tempo de decomposição destes materiais, quando são abandonados de forma inadequada. Uma lata de alumínio, por exemplo, demora mais de mil anos para se decompor. (ver tabela)
O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias acontece em 125 países. No Estado de São Paulo, quem coordena a ação é o Instituto Terra e Mar, que fica em São Sebastião. Este ano, 14 municípios do Estado participarão da iniciativa, que teve início na Austrália e mobiliza 35 milhões de pessoas em todo o mundo.
A ONG Amigos do Meio Ambiente (AMA), que pratica este trabalho desde 2001, contou este ano com a parceria da Secretaria do Meio Ambiente, da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) Campus Guarujá, Dow Química, VI Cyber Glass e ZM Embalagens.
Confira o tempo de decomposição de alguns materiais que freqüentemente são abandonados nas praias:
Chiclete: cinco anos
Latas de alumínio: mais de mil anos
Vidro: mais de dez mil anos
Papel: geralmente mais de três meses
Cigarro: mais de três meses
Plástico: mais de cem anos
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