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Quarta-Feira, 06 de Setembro de 2006 - 15:23

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Santos

Cidade se organiza para formar profissionais e garantir produtos para a Bacia de Santos

Por: Depto. Imprensa - Prefeitura Municipal de Santos

Com a missão de preparar a região para atender as principais demandas da exploração da Bacia de Santos, foi lançado ontem (5), na Associação Comercial, o Fórum Regional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Prefeitura, universidades, escolas técnicas, indústrias, empresas e Petrobrás integram o comitê, que trabalhará nos projetos visando formar profissionais e produzir material na própria região, o que vai gerar emprego e renda para a população local.

O novo ciclo de desenvolvimento foi ressaltado pelo prefeito João Paulo Tavares Papa: "Santos e toda a Baixada se preparam para esse momento, que representa o início de uma era de grandes investimentos. Neste fórum, que reúne universidades, escolas, indústrias, classe política e toda a sociedade civil, a Cidade também ganha com o alto nível de profissionalismo da Petrobrás, que nos oferece uma oportunidade real de aprendizado". Ele lembrou ainda que o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico também se alia aos objetivos do fórum.

A geração de empregos nos próximos dez anos, incluindo construção e manutenção das plataformas, foi estimada em 10 a 15 mil vagas pelo gerente da Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bacia de Santos da Petrobrás, José Luiz Mancusso. Ele apresentou o Plano Diretor da Bacia, que prevê a exploração de cinco pólos entre Cabo Frio (RJ) e Florianópolis (SC), com o investimento de R$ 18 bilhões até 2015, e também falou sobre previsões para o crescimento do consumo de gás no país.

O coordenador do Prominp, José Renato Ferreira de Almeida, esclareceu que a meta é maximizar a participação da indústria nacional de bens e serviços, em bases competitivas e sustentáveis, na implantação dos projetos. Destacou a necessidade de qualificação da mão de obra, adequação dos recrutamentos e de programas de estágios, além da produção industrial para atender a demanda das plataformas, gasodutos, embarcações e toda a estrutura de exploração, frisando a filosofia do programa: "tudo o que pode ser feito no Brasil tem que ser feito no Brasil".

Foram apresentados planos de acesso a financiamentos para as indústrias que fornecerão para a Petrobrás, e para inserção das micros e pequenas empresas na cadeia produtiva de petróleo e gás, por meio do Sebrae.
Em nome da Associação de Mantenedoras de Universidades da região, Lúcia Teixeira Furlani, da Unisanta, afirmou que as instituições locais estão prontas para capacitar mão de obra e incubar empresas.

PRÓXIMOS PASSOS - No final de outubro será realizado um workshop entre os integrantes do Fórum, quando será apresentada uma carteira de ações. As aprovadas começam imediatamente a ser promovidas. Posteriormente, serão feitas reuniões periódicas de avaliação.


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