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A construção do Monumento aos Andradas, cujo projeto foi escolhido em um concurso internacional, e as características dessa peça escultórica, considerada “uma lição concreta da história”, formam o tema central do livro a ser lançado oficialmente hoje, dia 25, pela Prefeitura, em solenidade marcada para as 16 horas no Salão Nobre, com a presença do cônsul geral da França em São Paulo, Jean-Marc Gravier e de secretários de Estado.
Em 94 páginas, divididas em 11 capítulos, o livro Monumento aos Andradas, escrito pelas historiadoras Ana Cláudia Fonseca Brefe e Myriame Morel-Deledalle, é resultado de uma parceria inédita entre a Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) e Prefeitura com o governo da França, por meio da Região Provence-Alpes-Côte d’Azur. Ana Cláudia Brefe é vice-presidente da Association Internationale des Musées d’Histoire (AIMH) e Myriame Morel, diretora do Museu de História de Marselha. A publicação conta ainda com o apoio cultural de A Tribuna.
O livro, produzido ano passado pela Fams, em comemoração ao seu 10º aniversário, registra curiosidades — originalmente, o monumento seria erguido na Praça José Bonifácio, no Centro — e coincidências de suas autoras, que resultaram na elaboração da obra. Com edição bilíngüe (português-francês), ela ser disponibilizada para bibliotecas e instituições culturais.
CONCURSO:
A história de Affonso d’Escragnolle Taunay, historiador e mentor intelectual do empreendimento, do arquiteto Gaston Castel e do escultor Antoine Sartorio, artistas franceses que deram à Companhia Constructora Santista o primeiro lugar no concurso público internacional para a construção do monumento, também estão em destaque.
O projeto francês, que disputou o certame com outros 10, conquistou o público e grande parte da crítica especializada, que pôde conhecer detalhes na mostra de maquetes, organizada em um armazém de setembro a outubro de 1920. Os trabalhos de Victor Brecheret, Nicola Rollo e de Giulio Starace também mobilizaram a opinião pública.
A construção do monumento inseriu-se no esforço paulista de criar uma memória regionalizada, colocando em destaque o papel de São Paulo e dos paulistas na separação do Brasil de Portugal, na proclamação da Independência e na construção da própria identidade nacional. A obra, aliás, foi erigida em homenagem ao centenário da proclamação da Independência. O livro O Monumento aos Andradas conta ainda com um caderno de imagens da Praça da Independência e da peça escultórica, além de várias fotografias e reproduções de documentos históricos.
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