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Segunda-Feira, 14 de Agosto de 2006 - 14:48

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Praia Grande

A arte da África invade a cidade !

Por: Depto. Imprensa - Prefeitura Municipal de Praia Grande

Uma explosão de cores, formas e traços que mexem com o imaginário e nos remete às nossas raízes. Assim pode ser definida a exposição Raízes da Nossa Cultura, que trouxe para o saguão do Paço Municipal lendas, histórias, músicas e, principalmente, a arte da África. A mostra, do projeto Arte no Paço, pode ser visitada até o dia 31, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas.

A abertura da exposição, na tarde de quinta-feira (10), contou com a participação de uma família africana. Sob o canto de louvação a Deus em linguagem mungusi, o evento atraiu a atenção dos munícipes que buscavam serviços da Prefeitura e também dos servidores municipais.

Durante o evento, jovens e adultos caracterizados com vestimentas típicas percorreram as dependências da Prefeitura entregando o convite em forma de miniaturas de bonecas africanas.

O Coral da Secretaria de Cultura e Eventos de Praia Grande (Secult) antecedeu a abertura da mostra cantando a música “O sifumi mungu” (título sem tradução do dialeto angolano), sob a regência do maestro Paulo Gabriel. O africano Adeniyi Adegoriola Awope, acompanhado de sua esposa Sandra e a filha Aline, elogiou a canção e aproveitou para “abençoar” a exposição com outro cântico popular de agradecimento a Deus. Depois rezou o Pai Nosso na língua de origem e o público acompanhou a oração respondendo em português.

Awope mora em Praia Grande há 11 anos, desde que conheceu a esposa. Natural de Ile-Ifê, cidade de Osun Street, na Nigéria, era publicitário e agora ensina as línguas inglesa e iorubá. Ele elogiou também a fidelidade dos trabalhos com a arte africana e caminhou pela exposição dando explicação aos visitantes sobre as “bonecas sem rostos”.

“O bonequinho do medo é muito popular na África”, disse, ao explicar que o povo dorme com o brinquedo embaixo do travesseiro e, pela manhã, “amarra-o” dentro de um saquinho ou um patuá. “Serve para afugentar todos os medos e males do mundo”.

A chefe do Departamento de Cultura, Christine Marote, informou que o projeto envolve cerca de mil alunos dos cursos ministrados na Secult e nos Programas de Integração e Cidadania Melvi, Vila Sônia e Vila Alice. “É resultado de estudos e pesquisas feitos por eles durante todo o primeiro semestre deste ano”.

O secretário de Cultura e Eventos, Manoel Carlos Perez, conhecido por Cartola, informou que os visitantes contarão com o auxílio de monitores, alunos envolvidos diretamente no projeto. A mostra conta ainda com desenhos, esculturas e pinturas que resgatam a contribuição dos negros na formação do povo brasileiro. Fechando a solenidade de abertura da mostra houve a apresentação do Grupo Batucamaré, formado por jovens alunos de percussão do PIC Melvi.

No próximo dia 24, às 15 horas, o grupo de teatro do PIC Melvi apresenta a peça teatral “Brincando em cena”. Dia 25, também às 15 horas, está programada a performance do grupo formado por alunos da Secult, com o tema “Encenando com alegria”.

Quem quiser visitar a exposição deve se dirigir ao saguão do Paço, que fica na Avenida Presidente Kennedy, 9000, Bairro Mirim.


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